Provei o espumante Aracuri Brut Chardonnay 2014. Ele venceu
o Top Ten da Expovinis 2015, na categoria espumante nacional. Fez jus ao
prêmio. Elaborado pelo método Charmat curto, 100% Chardonnay, esse espumante da
região gaúcha de Campos de Cima da Serra revelou perlage fino e intenso, aromas
delicados de frutas brancas como a pera e a maçã, cítricos e uma sutil nota
floral. Na boca, mostrou-se fresco, alegre, frutado e bem equilibrado. Um espumante para acompanhar canapés, queijos
frescos, entradas à base de frutos do mar, pão e pastas.
Costões e imensos paredões marcam a área de Campos de Cima
da Serra, que faz divisa com Santa Catarina. A região tem altitudes que variam
dos 900 metros aos 1.100 metros de altitude com relação ao nível do mar. Uma
região vitivinícola relativamente nova, que começa a revelar sua vocação para a
produção de vinhos de qualidade, entre eles espumantes, vinhos brancos e tintos
de Pinot Noir. E também tintos longevos de Merlot e Cabernet Sauvignon.
A trabalho da Aracuri começou há 10 anos nos Campos de Cima da Serra. Os vinhedos da empresa, numa altitude média de 960
metros, ficam no município de Muitos Capões. Como grande parte das vinícolas
brasileiras, a primeira aposta foi na Cabernet Sauvignon. Depois foi plantada a
Merlot e, em seguida, as brancas Chardonnay e Sauvignon Blanc. E também a tinta
Pinot Noir.
O clima dos Campos de Cima da Serra é semelhante ao da serra
catarinense. Faz muito frio entre os meses de abril a setembro. Isso retarda a
brotação das uvas, para final de setembro, início de outubro. E retarda a
colheita para meses menos chuvosos e mais ensolarados, o que contribui para o
bom amadurecimento dos frutos. A amplitude térmica (diferença de temperatura
entre dias e noites), no período da maturação, pode chegar a 15o C,
o que contribui para a boa estrutura e longevidade dos vinhos.
Em próximas postagens falarei do Pinot Noir Aracuri 2014 e
do Reduto Aracuri, vinho elaborado com uvas em passas, a exemplo do italiano
Amarone.
